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Palatorium walshiano: de 18 de Fevereiro a 7 de Abril


Três destaques, três polémicas. O mais recente filme de Garrel assombra os nossos tristes amores com a luz e a sombra que o caracterizam. L’ombre des femmes (À Sombra das Mulheres, 2016) é o filme consensual em cartaz. João Nicolau regressa com a sua segunda longa-metragem, John From (2016), e convenceu quem o viu. Mais um destaque bastante positivo: Saul fia (O Filho de Saul, 2016), imersão na primeira pessoa no universo concentracionário de Auschwitz. Ninguém sai ileso daqui. Por fim, as três polémicas. Desde logo, temos Malick, o mais arrasado filme deste Palatorium. Depois, Hou Hsiao-Hsien, que no seu monumental Nie yin niang (Assassina, 2016) leva os nossos walshianos a notas extremas, de uma palma a cinco palmas. E eis Arnaud Desplechin, o realizador sob o signo da Nouvelle Vague, que com Trois souvenirs de ma jeunesse (Três Recordações da Minha Juventude, 2015) provoca ódios e amores entre os críticos. Por fim, uma nota de unanimidade: as lágrimas de Quinito – e a culpa que sente e que joga na cara do futebol – são as lágrimas de toda a gente que, num momento ou todos os dias, colocou a paixão e dedicação profissionais à frente do amor profundo. É um drama de poucos minutos que tem o poder de reenquadrar a nossa vida.


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